Epidemias e pandemias estão presentes em muitos momentos da história humana. E, no Brasil a última vez, que tivemos um confinamento foi em 1917. Durante a gripe espanhola. Gripe esta,  só no Brasil, matou 30 mil pessoas.
Não temer o contágio, não pensar em si mesmo, e, tampouco nos outros como pessoas vulneráveis – É esquecer da velocidade de contágio letal, deste perigoso inimigo da humanidade, é negação.
Negação da realidade  é: basicamente o Sujeito recusar a reconhecer que um evento ocorreu. A pessoa simplesmente age como se nada tivesse acontecido, se comportando de maneira que outros podem ver como bizarro.
Nos últimos dias vi o Presidente do Brasil repudiando a quarentena. Na toada da negação da realidade, e, de fundamentos importantes:  pesquisa científica , números de mortos e  situação de crise global. Global!
O brasileiro, como povo, pode ser muito bem humorado, ter o samba no pé e encarar adversidades com disposição.
Mas, a realidade do nosso país é a miséria,  falta de formação e um sistema de saúde degradado. Degradado inclusive pela lendária e épica corrupção constante.
Sairá muito mais caro  aos cofres públicos o número absurdo de mortos e infectados graves, ao mesmo tempo, em hospitais… Ahhh! Já não temos hospitais para todos.
Como saída “plausível” pensou-se interessante retomar o funcionamento de locais de pregação religiosa. Dar esperança ao povo? Evidente, assim, quem morrer morreu porque Deus quis. E não temamos o contágio! Só venham as igrejas. Presidente em estado de Negação, dá nisso.
E, acreditemos ou não, estamos compartilhando neste momento nossos destinos.

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