Cotidiano e Loucura. Sinônimos no caos.

categoryAnsiedade na Cidade, Depressão, Psicanálise
tagloucura, manicômios, personalidade, sanidade

Este é um texto, que fala de um encontro vivo entre a “loucura” e a “sanidade”. Ou melhor entre a liberdade e o aprisionamento. O cotidiano nos exige ,uma constante transformação do pensamento, para acolher todos os contrários da espécie humana. Qualquer pessoa em nossa sociedade precisa  conter-se dentro de si mesma. E, isso se torna um desafio para a sanidade.

Fazendo um paralelo com o texto Alienista de Machado de Assis (leitura obrigatória para profissionais da Saúde Mental), o conto aborda a historia de Dr. Simão Bacamarte ele tem por objetivo dedicar-se inteiramente à ciência, passando a estudar a loucura humana. Torna-se obcecado pelo tema e funda seu próprio manicômio, a Casa Verde. Simão engata as internações em sua casa. As pessoas até então eram consideradas normais pela sociedade, uma gente sadia aos velhos conceitos. Os primeiros internados na Casa Verde foram os com mania de orar, como Matim Brito, aqueles ditos como vaidosos a exemplo do alfaiate

Matheus, os que eram gentis demais, como Gil Bernardes e até os que emprestavam dinheiro não escaparam do doutor. Numa noite, a mulher de Simão estava indecisa quanto ao colar o qual deveria usar para o baile. Para Bacamarte não lhe restaram dúvidas: internou a própria esposa classificando o seu comportamento como uma insanidade.

Simão passa a considerar outra teoria: louco seria aquele que possui a mente em perfeito equilíbrio e não o que tem o juízo doentio. A parte desta nova descoberta, Bacamarte libera os antigos loucos e interna agora o padre Lopes, a esposa de Crispim e Porfírio. Depois de um breve tempo, até que os novos internados pudessem revelar algum tipo de desequilíbrio, Simão Bacamarte libera-os.

Contudo, o alienista não estava satisfeito. Chegou à conclusão de que ninguém estava realmente doente e os desequilíbrios notados já faziam parte do comportamento dos mesmos.
Desde 2001, com a aprovação da lei 10.216, o país vem fechando manicômios e aumentando a rede de atendimento numa luta para evitar internação e manter pacientes com suas famílias.

Compreendamos definitivamente: é impossível esconder e/ou extirpar da cultura aquilo que por ela foi produzido.
E, que sobretudo diz respeito à ela mesma. Ou seja, a loucura é uma parte da sanidade de cada um de nós.
Dito isto, quem sabe cheguemos a conclusão, que melhor seria abrirmos alguns “Sanicômios”. Sanicômios, como assim? Local para cuidar de gente sã ou normal. Poderíamos internar todo o tipo de normalidade, parte de nosso cotidiano caótico. Afinal diferenciar o “louco” do “normal” resume-se em avaliar se a pessoa consegue viver nesse mundo – apesar de suas loucuras. Se consegue manter seus relacionamentos, suas amizades, seu emprego, etc. Reflitamos todos.

Mas eu também sei ser careta
De perto, ninguém é normal
Às vezes, segue em linha reta
A vida, que é “meu bem, meu mal”
Caetano Veloso.

Ref.Bibliográfica www.estudopratico.com.br/resumo-do-livro-o-alienista-de-machado-de-assis/

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